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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Pe. Reginaldo Manzotti, Boletim Informativo (4 novembro)

Filhos e filhas,

Estamos na primeira semana de novembro, mês que dedicamos a eternidade. Então conforme prometido, escrevo hoje sobre o que a Igreja nos ensina da vida após a morte. 

Na hora da morte, no momento em que fechamos os olhos, toda a pessoa passa pelo chamado juízo particular. Afirma o Catecismo da Igreja Católica: “Cada homem, em sua alma imortal, recebe sua retribuição eterna a partir de sua morte, em um Juízo Particular feito por Cristo, juiz dos vivos e dos mortos” (CIC 1051).

No Juízo particular a vida passa como um filme diante de nós. Ninguém sabe se é por uma fração de segundos, mas a vida passa diante de nossos olhos. E, nesse juízo particular a pessoa vê toda a sua vida, mas a vê sob a luz da verdade. E a luz da verdade que é Cristo, vê quais os frutos teve o seu livre arbítrio.

Continua o Catecismo da Igreja Católica: “Cada homem recebe em sua alma imortal a retribuição eterna a partir do momento da morte, num Juízo Particular que coloca sua vida em relação à vida de Cristo, seja através de uma purificação, seja para entrar de imediato na felicidade do céu, seja para condenar-se de imediato para sempre” (CIC 1022).

Então, acreditamos que imediatamente após a morte a nossa alma já terá o seu destino eterno definido. O céu, para aqueles que morreram em estado de beatitude, como por exemplo: Nossa Senhora e os santos – cremos foram direto para Deus. O purgatório para aqueles que estão destinados ao céu, mas antes tem de viver o estado de purificação. E o inferno, para aqueles que não aceitam a salvação, concedida por Deus. 

Filhos, o céu é o anseio ultimo toda alma. O ser humano foi feito para ficar junto com Deus, então o céu é o estado de profunda comunhão com Deus, um estado de intimidade de amor com Deus. Jesus garante que na casa do Pai há muitas moradas e que iria nos preparar um lugar (Jo 14,2).

E o inferno, existe? Sim, mas lembro que Deus não condena ninguém ao inferno. O inferno é uma auto -exclusão da graça, é uma pessoa que no uso do seu livre arbítrio rompeu com Deus, em pecado grave e insistiu em permanecer no pecado grave.

Existem almas, pessoas que na hora da morte no juízo particular não romperam com Deus, mas ainda há muito que ser purificado e é bem nessa dimensão que existe o purgatório. 

Purgatório não é lugar, mas um estado de purificação das almas após a morte. Nosso Catecismo ensina: “Aqueles que morrem na graça e na amizade de Deus, mas imperfeitamente purificados, estão certos da sua salvação eterna, todavia sofrem uma purificação após a morte, afim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do céu”. (CIC 1030).

Biblicamente a crença na existência do purgatório encontra-se no Antigo Testamento, em 2Macabeus 12, 39-45. O Novo Testamento faz algumas alusões sobre o purgatório (Mt 12, 31; Lc 12, 45-48.58-59).

A Igreja também viu uma figura do purgatório nos textos da Primeira Carta de São Pedro: “Pois também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados - o Justo pelos injustos - para nos conduzir a Deus. Padeceu a morte em sua carne, mas foi vivificado quanto ao espírito. É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes, Pois para isto foi o Evangelho pregado também aos mortos; para que, embora sejam condenados em sua humanidade de carne, vivam segundo Deus quanto ao espírito”. (1Pd 3,18-19; 4,6)

São Gregório Magno, Papa e doutor da Igreja, falou a respeito da existência do purgatório: “No que concerne a certas faltas leves, deve-se crer que existe antes do juízo um fogo purificador, segundo o que afirma Aquele que é a Verdade, dizendo que se alguém tiver cometido uma blasfêmia contra o Espírito Santo, não lhe será perdoada nem no presente século nem no século futuro (Mt 12,31). Desta afirmação podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas no século presente, ao passo que outras, no século futuro”. (dial. 4, 39)

São Josemaria Escrivá disse: “O Purgatório é uma misericórdia de Deus, para limpar os defeitos dos que desejam identificar-se com Ele”. (Sulco, 889)

Que Deus derrame sua misericórdia sobre nós para que vivamos bem este mês de novembro, buscando a santidade.

Deus abençoe,

Padre Reginaldo Manzotti

Associação Evangelizaé preciso
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