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quinta-feira, 24 de março de 2016

Pe. Reginaldo Manzotti, Boletim Informativo (24 março)

Filhos e filhas,

Estamos na Semana Santa, nessa quinta-feira começamos o Tríduo Pascal. Celebrar o Tríduo Pascal, é celebrar toda a história de nossa salvação. É viver intensamente a memória da passagem de Jesus Cristo no meio de nós. Com sua atitude de amor ao Pai e serviço aos irmãos, Jesus marca de uma maneira decisiva, a história da humanidade e inaugura uma nova maneira de viver como irmãos e como filhos de um mesmo Pai.

O Tríduo Pascal é uma única celebração dividida em três momentos distintos: na quinta-feira Santa a Ceia do Senhor; na sexta-feira Santa a Celebração da Paixão do Senhor e no sábado Santo a Vigília Pascal.

Na Quinta-Feira Santa, contemplamos o Cristo servidor. Durante a última ceia, Jesus instituiu dois sacramentos: a Eucaristia e a ordem (Lc 22, 19-20; 1Cor 11, 23). Por isso duas celebrações marcam a quinta-feira santa.

Na manhã da Quinta-feira Santa comemorando a instituição do sacerdócio, o Bispo da Diocese preside, geralmente na Catedral, a Santa Missa Crismal acompanhado de todo o seu clero, que concelebra. Nesta missa os padres renovam as promessas sacerdotais.

Esta missa se chama Crismal ou dos Santos Óleos, porque nela o Bispo, rodeado por seus presbíteros, faz a bênção dos óleos do batismo (ou dos catecúmenos) e dos enfermos que depois serão usados, respectivamente, nos sacramentos do Batismo e Unção dos Enfermos. E consagra o óleo do Crisma. 

A missa vespertina, nas paróquias é o primeiro momento do Tríduo Pascal. Acontece com a celebração da Ceia do Senhor e do Lava-pés. Na Quinta-Feira Santa se destaca a unidade profunda entre o Sacramento do Altar e o serviço aos irmãos. O apóstolo João, não narrando o gesto da ceia, do pão e do cálice como fazem os sinóticos, explica seu significado no gesto do lava-pés. Com isto estabelece uma ligação direta e essencial entre o Sacramento da Eucaristia e o Sacramento do amor e serviço aos irmãos.

Não há bênção final. O Sacerdote faz transladação do Santíssimo Sacramento, que é levado para um local previamente preparado. O povo de Deus acompanha e dá-se início à “guarda do Santíssimo”. Os fiéis permanecem em adoração, com orações, salmos e hinos. Este momento costumava ser uma vigília de adoração que atravessava a noite. Hoje, por questões de segurança, em muitas comunidades encerra-se à meia noite voltando nas primeiras horas da manhã e encerrando-se minutos antes da Celebração da Paixão do Senhor.

Na Sexta-feira Santa, contemplamos o Cristo Sofredor. Este segundo momento do Tríduo Pascal acontece com a celebração da Paixão do Senhor. Sem canto, o sacerdote e os ministros entram pelo corredor central da Igreja, aproximam-se do altar e, fazendo-lhe reverência, se prostram. A assembleia se ajoelha, em profundo silêncio, adorando o mistério da entrega do Senhor.

O centro da liturgia desta celebração está na apresentação e adoração da Cruz, como o lenho do qual pendeu a salvação do mundo. A cruz como a atitude de radicalidade do amor e do serviço. A Igreja acompanha os passos de Jesus em sua paixão até sua entrega total na cruz. O Filho de Deus, por amor, oferece livremente a própria vida sendo fiel até as últimas consequências à missão que o Pai lhe confiou.

A coleta deste dia, em todas as comunidades cristãs do mundo inteiro, se dá em favor da manutenção dos lugares santos. Encerrado o momento do beijo na Cruz, o altar é preparado para a comunhão. Neste dia não é exaltada a Celebração Eucarística em nenhum lugar do mundo. As hóstias para a distribuição aos fiéis já foram consagradas no dia anterior. Em muitas comunidades, encerra-se este segundo momento do Tríduo, com a procissão do Senhor Morto. 

Na Vigília Pascal, contemplamos o Cristo vitorioso. É o terceiro momento e encerramento do Tríduo Pascal. Acontece no Sábado Santo e é a mãe de todas as vigílias. As luzes do interior da igreja devem permanecer apagadas. Inicia-se em local fora da igreja onde é feita a bênção do fogo novo. O Sacerdote prepara o turíbulo com o carvão retirado do fogo bento. Em seguida prepara o Círio Pascal, que é grande sinal do Cristo ressuscitado, à luz do mundo. 

Nesta celebração, canta-se o Aleluia que ficou calado durante 40 dias. O canto de aclamação ao Evangelho deve ser entoado solenemente e tem início a narrativa da descoberta do sepulcro vazio ( Ano A – Mt. 28,1-10; Ano B – Mc. 16,1-7; Ano C – Lc. 24,1-12), e o anúncio: “Ele não está mais aqui. Ele ressuscitou verdadeiramente como havia dito”.

Após a homilia começa o solene rito da Bênção da Água que será usada para aspergir os fiéis e para a administração do sacramento do batismo. A Liturgia Eucarística acontece como de costume. O prefácio destaca a noite pascal como uma noite por excelência de ação de graças: “... é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, mas, sobretudo nesta noite em que Cristo, nossa Páscoa, foi imolado. Ele é o verdadeiro Cordeiro que tira o pecado do mundo. Morrendo, destruiu a morte e, ressurgindo, deu-nos a vida”. O rito da comunhão, a comunhão e os ritos finais também seguem como de costume. Encerrando o Tríduo Pascal é dada a bênção final. 

Procuremos com todo o empenho, preparar e viver bem a celebração do Tríduo Pascal, para que possamos participar frutuosamente do Mistério da nossa salvação, que culmina com a Celebração da Páscoa do Senhor. 

O Domingo da Páscoa é como diz o Salmista: “O dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos!” Por isso nenhum cristão católico pode deixar de celebrar a Eucaristia neste dia. É o dia do Povo de Deus fazer o grande eco: “Jesus ressuscitou! Ele está vivo! Alegrai-vos!”



Deus abençoe,

Padre Reginaldo Manzotti

Associação Evangelizar
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