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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Produtores discutem meios para aquecer o setor agrícola no Cariri

O Cariri sempre foi uma região propícia para a produção agrícola, devido sua vasta extensão territorial combinada com a oferta abundante do sol e água, qualidades que a colocam à frente de outras regiões do Ceará e do Nordeste. Mas, apesar dessas vantagens geográficas e climáticas, é possível observar a visível decadência do setor agrícola nos últimos 60 anos. Até 1980, o Cariri era um dos maiores produtores de milho, feijão, algodão, cana-de-açúcar e mandioca. Do preparo da terra até a colheita das culturas, o setor gerava emprego e renda para centenas de famílias e tinha participação importante no Produto Interno Bruto, com impacto positivo na economia do Estado. O que aconteceu com a produção agrícola do Cariri é tema de discussão entre produtores rurais, governos municipais e os órgãos governamentais, na tentativa de encontrar alternativas para que a região volte a produzir na mesma escala.

Conforme Francisco Gondim Lóssio, gerente regional da Ematerce Cariri Central, a baixa produtividade agrícola da região está associada a diversos fatores, como a irregularidade invernosa, plantio com grãos de ciclos longos, escassez de mão de obra especializada, êxodo rural crescente e pelo fato das áreas exploradas com tais culturas estarem perdendo espaço para a pecuária. Na opinião de Lóssio, os produtores rurais do Cariri ainda não se adaptaram as novas tecnologias existentes e mantêm práticas e costumes antigos. “Eles precisam se reciclar e aprender a fazer uma agricultura moderna, de característica industriais, além de sempre estarem bem informado em relação ao seu meio de trabalho”, disse Lóssio.

Citando a mandiocultura como uma das principais vítimas da decadência agrícola, o gerente da Ematerce disse que, nas décadas de 50, 60 e 70, quase todos os municípios caririenses eram produtores de mandioca. Hoje, somente Santana do Cariri, Missão Velha, Crato e Jardim mantém esse tipo de cultura, numa pequena escala de 316 hectares, chegando a produzir somente 3.792 toneladas/ ano, o que dá apenas para o consumo doméstico.

De acordo com Francisco Gondim, o Governo tem procurado apoiar e incentivar a vida produtiva no campo, oferecendo linhas de créditos para investimentos em máquinas e equipamentos, implantado programas como distribuição de sementes, garantia de mercado, assistência técnica e outros direcionamentos, mas, mesmo assim, o produtor rural não tem se sentido atraído para permanecer na atividade, preferindo buscar novas oportunidades na vida urbana.

Para o presidente do Sindicato Rural do Crato, Antônio Gama, o agricultor do Cariri vive desestimulado e falta coragem para enfrentar os incentivos anunciados pelos governos. Gama disse que a falta de chuvas regulares transformou a agricultura numa atividade de risco. Segundo o agrônomo Fontenelle Brito, para o Cariri voltar a sua produção agrícola de antes é preciso adotar uma agricultura de precisão, gerenciamento de informações, adaptar-se as tecnologias modernas e mudar certos conceitos. “Tudo isso deve estar associado à capacidade administrativa do produtor, com o claro objetivo de absorver a realidade atual”, ressaltou o agrônomo.

(Foto: Serena Morais)

Fonte: Jornal do Cariri
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