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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Pe. Reginaldo Manzotti, Boletim Informativo Semanal

Filhos e filhas,

A verdadeira oração é uma lembrança de Deus, um frequente despertador da “memória do coração” (CIC 2697). A oração é fruto da vida, é um filho que fala com seu Pai dos cansaços, das conquistas e frustrações, alegria e tristezas, êxitos e fracassos.

O elemento essencial para a oração é um coração humilde e contrito. A condição necessária para receber gratuitamente o dom da oração é colocar-se como disse Santo Agostinho, um “mendigo” de Deus.

Quando os discípulos pediram: “Senhor, ensina-nos a orar” (Lc 11, 1), Jesus ensinou-lhes a oração do “Pai Nosso”. Dois Evangelistas fazem essa narração. Lucas, de forma mais breve, com apenas 5 petições (Lc 11, 1ss) e Mateus, de forma mais longa, com 7 petições (Mt 6, 9ss). Este último é a que usamos para a nossa oração.

O “Pai Nosso” é chamado oração dominical e oração do Senhor, porque não foi feita por mãos humanas, mas revelada pelo próprio Nosso Senhor Jesus Cristo. A primeira parte do “Pai Nosso” é na verdade um pôr-se na presença de Deus nosso Pai. A segunda parte são as petições em relação às nossas necessidades.

Ao ensinar os Apóstolos a rezarem, Jesus começa com “Pai”. Isso demostra que essa palavra já tinha sido elaborada, fazia parte do cotidiano e havia sido internalizada. Ele verbaliza aquilo que a sua filiação sentia.

Segundo São Tertuliano, o “Pai Nosso” é, na verdade, o resumo de todo o Evangelho. Nele, Jesus revela a sua relação com o Pai. Na estrutura, nas petições dessa oração, Jesus coloca a ordem e os valores das coisas que devemos pedir. São Mateus, propositalmente, dispõe o “Pai Nosso” em seguida as bem-aventuranças. É como se fosse uma necessidade rezarmos essa oração para sermos bem-aventurados.

Chamar Deus de Pai é uma ousadia filial e Ele quer que sejamos ousados, porque o filho não tem medidas: ele pede, implora, chora, grita e esperneia, mas não desiste. Somos autorizados por Jesus a ter essa ousadia, pois não estamos nos relacionando com um Deus abstrato ou distante. Jesus estabelece uma relação íntima entre nós e o Pai.

O filho sempre puxa ao pai nas coisas boas e ruins. Chamamos Deus de Pai e Ele o é, mas será que nos parecemos com Ele? Isso também requer outra atitude: a de ter um coração humilde e confiante, um coração de criança, de filho, de quem se submete, quem aceita e obedece.

Quando Jesus diz: “Pai Nosso” e não “Pai meu”, Ele exclui uma fé individualista. Ele quebra toda e qualquer possibilidade de exclusão do outro no processo da salvação. Ao rezarmos “Pai Nosso”, entramos em profunda comunhão com todos os irmãos crentes ou não, com aqueles que já encontraram Deus e os que não O encontraram ainda. Incluímos os justos e pecadores.

Então, rezar o “Pai Nosso” é sair do individualíssimo. É compreender que o amor de Deus é sem fronteira e nossa oração também deve ser assim.

Deus abençoe,

Padre Reginaldo Manzotti
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