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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Pe. Reginaldo Manzotti Boletim Informativo Semanal

Filhos e filhas,
Estamos na Semana Santa e ela será santa na medida da nossa abertura à graça de Deus em nós. Como ninguém ama o que não conhece, nesta mensagem procuro explicar o Tríduo Pascal para melhor vivência. 

Na Quinta-Feira Santa, contemplamos o Cristo servidor. A missa vespertina, nas paróquias é o primeiro momento do Tríduo Pascal. Acontece com a celebração da Ceia do Senhor e do Lava-pés. 

Na Quinta-Feira Santa se destaca a unidade profunda entre o Sacramento do Altar e o serviço aos irmãos. O apóstolo João, não narrando o gesto da ceia, do pão e do cálice como fazem os sinóticos, explica seu significado no gesto do lava-pés. Com isto estabelece uma ligação direta e essencial entre o Sacramento da Eucaristia e o Sacramento do amor e serviço aos irmãos. 

A Eucaristia é o sacramento do próprio Cristo como dom ao Pai e aos irmãos. Não há comunhão direta com o Cristo sem a partilha. Este sacramento não atinge todo seu efeito sem que tome posse do discípulo, o exemplo e a atitude de Jesus: “Vós me chamais Mestre e Senhor e dizeis bem, pois eu sou... se vos lavei os pés, também deveis lavar-vos os pés uns dos outros”(Jo 13,13-14). Lavar os pés é uma das múltiplas variedades de “serviços” a que o Cristo nos convida. 

Todo o celebrativo deste primeiro momento pascal se concentra na caridade, mas uma caridade que se faz serviço. Jesus “amou” e se fez “servo”. Seu serviço passou dos mais humildes gestos cotidianos para o “dom total” da Cruz.

Este segundo momento celebrativo do Tríduo Pascal acontece com a celebração da Paixão do Senhor. O centro da liturgia desta celebração está na apresentação e adoração da Cruz como o lenho do qual pendeu a salvação do mundo. A cruz como a atitude de radicalidade do amor e do serviço. É justamente o que focaliza a oração de abertura da celebração: “Ó Deus, foi por nós que o Cristo, vosso Filho, derramando o seu sangue institui o mistério da Páscoa. Lembrai-vos sempre de vossas misericórdias, e santificai-nos pela vossa constante proteção”.

A Igreja acompanha os passos de Jesus em sua paixão até sua entrega total na cruz. O Filho de Deus, por amor, oferece livremente a própria vida sendo fiel, até as últimas consequências, à missão que o Pai lhe confiou.

No momento da Adoração da Santa Cruz, o sacerdote apresenta a Cruz solenemente, entrando pelo corredor central ou pelo próprio altar. Ela deverá estar coberta por um véu vermelho e será descoberta à medida que, por três vezes, o sacerdote anuncia: “Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo”, ao qual o povo responde: “Vinde, adoremos!” Todos se aproximam e beijam a cruz.

A coleta deste dia, em todas as comunidades cristãs do mundo inteiro, se dá em favor da manutenção dos lugares santos. Neste dia não é exaltada a Celebração Eucarística em nenhum lugar do mundo. As hóstias para a distribuição aos fiéis já foram consagradas no dia anterior.

Na Vigília Pascal se tem o terceiro momento e encerramento do Tríduo Pascal. Acontece no Sábado Santo e é a mãe de todas as vigílias. A Vigília Pascal constitui o âmago de todo o Ano Litúrgico. É considerada a mãe de todas as Vigílias. Aliás, toda a Ação pastoral da Quaresma deveria ter como meta a participação na Vigília Pascal. Não basta dizê-lo aos fiéis. Será preciso os Pastores irem mostrando sua grande riqueza.

Nesta noite santa, a Igreja não celebra apenas a Páscoa de Jesus Cristo. Celebra também a páscoa dos cristãos, seus membros. A festa pascal é festa batismal. A Igreja dá à luz novos filhos pela fé e pelo Batismo e, após a penitência quaresmal, renova a própria Aliança batismal, para participar mais intensamente da Ceia pascal do Cordeiro imolado e glorioso. Entre nós, a páscoa é enriquecida pela Campanha da Fraternidade. Por ela se realizou uma experiência pascal da Comunidade eclesial.

Fundamentalmente se trata da celebração da vida renovada em Cristo ressuscitado. Tudo fala de vida e de felicidade. As diversas etapas da vigília fazem com que a vida divina penetre a Comunidade celebrante.

A abertura é feita pela celebração da luz, que brota da pedra virgem, simbolizando Jesus Cristo, Luz do mundo. Ela vai dissipando as trevas para iluminar a todos os presentes. Eleva-se, então, o grande louvor à luz no canto do Exultet.

A Liturgia da Palavra torna presente a Palavra criadora de Deus na criação, na formação de um povo, no Cristo ressuscitado, na Igreja hoje, renovando a Aliança de Deus com a humanidade.

Segue a Liturgia sacramental. Nesta noite, ela abrange os três sacramentos da Iniciação cristã: Batismo, Crisma e Eucaristia. Cada sacramento é significado por um símbolo de vida, animado pela ação do Espírito Santo.

A ação de graças sobre a água batismal comemora a ação criadora e libertadora de Deus através da história da Salvação, evocada na celebração da Palavra. O óleo do Crisma, consagrado na Missa da manhã, é usado no sacramento da Confirmação, simbolizando a presença e a ação do Espírito Santo na nova criação, inaugurada na vida da Igreja.

E o ponto alto da celebração é a Eucaristia, ação de graças por excelência, celebração da nova Páscoa de Cristo participada pela Igreja. A vida que nasce no Batismo e é animada pelo Espírito alimenta-se na mesa do Cordeiro Pascal. Os cristãos dão testemunho da Morte e Ressurreição do Senhor Jesus e comprometem-se a ser vida, corpo dado e sangue derramado numa vida de ação de graças a Deus e ao próximo. Assim, inaugura-se um novo céu e uma nova terra.

Que todos tenhamos uma santa Semana Santa!

Padre Reginaldo Manzotti
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