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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Os mistérios da mulher que cola cadeados

As câmeras de segurança trouxeram mais dúvidas do que respostas para o mistério que circulou, de boca em boca, no Mondubim. A oficina mecânica, a loja de mármore e a autopeças, na avenida Costa e Silva, amanheceram com os cadeados colados sem nenhuma motivação aparente. Nada pôde ser aberto sem que as trancas fossem arrombadas. Contrariados, os comerciantes procuraram imagens do circuito de segurança dos vizinhos e viram o improvável: uma mulher colava os cadeados.

Em um dos primeiros registros, gravado na madrugada de 15 de junho, a imagem de pouca qualidade não traz muitos esclarecimentos. A mulher se agacha e distribui cola nas trancas, sem constrangimento. Era uma cena estranha, avaliaram. O que eles não esperavam era que o inusitado se repetiria outras quatro vezes em dois meses.

Na tentativa de resolver os porquês, decidiram instalar uma nova câmera de segurança, com melhor nitidez, para tentar reconhecer a pessoa. E conseguiram. “Era uma menina que vendia bombom aqui no sinal (cruzamento da avenida Presidente Costa e Silva com rua Coronel Tibúrcio). Ela passou mais de ano por aqui”, resgata o mecânico Fábio Aurélio. “Ninguém sabe o nome dela. Ela não conversava com ninguém nem interagia”, afirma.

No tempo que passou na lida, não houve laço pela redondeza. Vez em quando, contam, ela se envolvia em disputa pelo território com outros vendedores. A mulher, com pouco mais de 20 anos de idade, só deixou o cruzamento quando a barriga despontou nas camisetas. Pelas imagens das câmeras, dá pra perceber: a mulher que cola cadeados está grávida. “É ela sim, em todas as imagens”, defende Fábio.

Outros casos

Longe do Mondubim, os relatos dos cadeados colados foram se avolumando. Quatro capelas da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmons) foram alvo, em junho e neste mês. O primeiro registro foi em Messejana, depois na Lagoa Redonda, Jangurussu e José Walter. A diferença é que, nesses casos, não teve filmagem.

O bispo José Santiago Júnior, responsável administrativo dos templos, chegou a pensar que o caso, de tão repetido, tivesse relação com intolerância religiosa. “Depois soubemos que alguns comércios sofreram também. Fica mais difícil dizer se teve motivação de intolerância ou se é uma pessoa perturbada que viu a facilidade dos cadeados e fez”, avalia.

Muito antes de qualquer resposta, a história tomou ares de lenda urbana. A imagem foi compartilhada à exaustão nas redes sociais na última semana. Virou meme, crônica e notícia em todo o País. Arriscam se tratar de performance artística, crítica ao capitalismo ou destemperamento, mas não existem certezas.

Os boletins de ocorrência também não resolveram muita coisa, diz o bispo. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) não informou se a mulher foi identificada e limita-se a dizer que os BOs têm de ser feitos pelas vítimas. Não se sabe se a mulher precisa de apoio psicológico. A única certeza no Mondubim, bairro onde o inusitado teve início, é que a mulher engravidou e sumiu do ofício de todos os dias. Ali, nunca mais foi vista, a não ser nas imagens das câmeras de segurança.

Fonte: Opovo Online
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