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terça-feira, 25 de julho de 2017

Tradicional Missa do Vaqueiro leva emoção e fé ao município de Serrita

A celebração da 47ª Missa do Vaqueiro ocorreu no último domingo (23). Ao som de chocalhos e vestidos com roupas de couro, os vaqueiros seguiram em cavalgada até o parque Estadual João Câncio, onde foi celebrada a missa em homenagem ao vaqueiro Raimundo Jacó, assassinado em 1954.


Montados em cavalos e com vestuário a caráter, os vaqueiros participaram da missa rezando e agradecendo as bênçãos alcançadas durante todo o ano de trabalho. O objetivo principal da Missa do Vaqueiro é mostrar, através da figura do vaqueiro Raimundo Jacó, a bravura, a dedicação e a fé do homem sertanejo, valorizando a cultura popular e o rico artesanato nordestino.

O altar da missa foi erguido no Parque Estadual João Câncio, onde ocorre a programação festiva do evento. Aboiadores, Josildo Sá e o Coral de Aboios fizeram o primeiro momento da celebração

Logo após, os vaqueiros entraram no parque em cavalgada e seguiram até o altar. Posteriormente, houve a entrega da indumentária de couro do Padre João Câncio - criador da Missa do Vaqueiro, junto com Luiz Gonzaga e o poeta Pedro Bandeira ao Bispo da Diocese Salgueiro Dom Magnus

Pedro Bandeira hoje com 85 anos, participa das celebrações de todos os anos e lembra que é o único fundado vivo. "Padre João tornou-se Pároco de Serrita, combinou com Luiz Gonzaga onde com a música a morte do vaqueiro que foi feita para Raimundo, juntaram-se os três e criaram a Missa do Vaqueiro, os grandes padre João Câncio e Luiz Gonzaga estiveram comigo, e hoje, é com muita saudade que participo da 47ª Missa do Vaqueiro.

Uma tradição que consegue emocionar até os homens mais valentes do sertão "é bom demais, isso aqui tá no sangue, a gente se emociona do começo ao fim por que é a nossa tradição, a nossa cultura, e esse momento é um momento impar que a gente faz realmente a força pra estar aqui todos os anos" disse emocionado o vaqueiro Rafael Lopes

Na hora do ofertório, os vaqueiros improvisaram versos de aboio e depositaram no altar, objetos do cotidiano, a exemplo do chapéu, gibão e botas e instrumentos usados no pastoreio dos animais. No fim da missa foram distribuídos aos participantes queijo e rapadura, comidas que fazem parte do alimento do homem da caatinga.

História
A tradicional Missa do Vaqueiro teve origem a partir do desaparecimento do vaqueiro Raimundo Jacó, um homem de coragem do Sertão nordestino, que foi assassinado traiçoeiramente nas caatingas do Sítio das Lages, distrito do município de Serrita, localizado no alto sertão Central de Pernambuco, a 544 quilômetros do Recife.

Diante da injustiça, o Rei do Baião, Luiz Gonzaga cantor e compositor pernambucano e o padre João Câncio Santos, idealizaram a primeira missa em memória de Raimundo Jacó em 1971. Celebrada sempre no quarto domingo do mês de julho, ao ar livre, no local onde foi construído um altar de pedra rústica em forma de ferradura.

Neste dia se reúnem vaqueiros de vários estados do Norte e Nordeste e se confraternizam diante da fé cristã. A ideologia da missa é um ato de fé do homem sertanejo, que apesar de ser um povo sofrido, não perde jamais a esperança de dias melhores.

Eles sobem até o altar e fazem suas oferendas com peças de sua indumentária de couro, arreios, e instrumentos usados no pastoreio do gado. Durante o ofertório eles improvisam versos de aboio sobre cada peça ofertada.

Os vaqueiros são homens sertanejos, boiadeiros de perdidas caatingas. Chegam montados nos seus cavalos, vestidos de gibão, botas, coletes e chapéu de couro enfeitado, trazendo no semblante a bravura do homem sertanejo


Fonte: G1 Petrolina
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