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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Empresário acusado de furto ao BC tem processo arquivado

A Justiça Federal no Ceará decidiu arquivar o processo contra José Charles Machado de Morais, empresário do ramo de transportadoras indiciado pela Polícia Federal (PF) por integrar a quadrilha que furtou o Banco Central (BC), em Fortaleza, em agosto de 2005 – há 13 anos. Charles é irmão de Marcos Rogério Machado de Morais, o ‘Rogério Bocão’ ou ‘Cabeção’, apontado como o engenheiro do túnel por onde os criminosos conseguiram passar R$164,7 milhões, no maior furto da história do País.

Conforme a PF, Charles levou os criminosos a uma revendedora de veículos na capital cearense, onde a quadrilha comprou, de uma só vez e à vista, 11 automóveis. Ele também teria se responsabilizado pelo transporte dos carros a São Paulo. Os veículos foram recheados com o dinheiro furtado do BC e colocados num caminhão-cegonha da empresa J.E. Transportes, pertencente ao empresário.

O caminhão partiu de Fortaleza na manhã do dia 7 de agosto em direção à capital paulista. No dia seguinte, o crime foi descoberto. E, na tarde do dia 10, agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptaram a carreta na BR-040, no município de Sete Lagoas, em Minas Gerais. Charles estava na ‘cegonha’ em companhia de um motorista. Ele foi recambiado para a Superintendência da PF em Fortaleza e, depois, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.

Em 2007, Charles foi condenado em primeiro grau à pena de 36 anos e dois meses de prisão, pelos crimes de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Em 2008, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) reduziu sua pena para 18 anos e 10 meses de reclusão.

Embora condenado em primeira e em segunda instância, o acusado ingressou com habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que concedeu a ordem de afastar a condenação pelo delito de lavagem de dinheiro. Em face da decisão, o Ministério Público Federal (MPF) se manifestou favorável ao arquivamento dos autos, o que foi acatado pela 12ª Vara da Justiça Federal no Ceará.

“Diante do exposto, haja vista não subsistir pena a ser cumprida pelo réu, acolho o pedido formulado pelo Parquet Federal e determino a baixa e arquivamento dos presentes autos”, concluiu a juíza federal Cíntia Menezes Brunetta, da 35ª Vara Federal, respondendo pela 12ª Vara. A decisão foi proferida pela magistrada no último dia 12 de junho e publicada no Diário Oficial da Justiça Federal apenas na última quinta-feira (2).

Irmãos

A relação entre os irmãos José Charles Machado e Marcos Rogério Machado foi apontada pela PF como o elo da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), responsável pelo furto milionário, e os empresários donos da revenda de veículos.

Conforme a investigação da Polícia Federal, Charles ajudou os criminosos a conduzirem R$ 980 mil, em cédulas de R$ 50, até a empresa, para efetuar o pagamento dos 11 automóveis, que seriam transportados até São Paulo, berço do PCC.

‘Rogério Bocão’ foi preso em agosto de 2007, na capital paulista. Em seguida, ele foi transferido para cumprir pena no Instituto Penal Professor Olavo Oliveira 2 (IPPOO 2), em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Contudo, em fevereiro de 2011, ele e mais oito presos conseguiram fugir num resgate cinematográfico.

Resgate

A unidade penitenciária cearense foi invadida por um bando fortemente armado, com fuzis, por volta de 13h30, enquanto ocorria uma visita de familiares aos detentos. O grupo que foi resgatado detinha armas e rendeu os agentes penitenciários, enquanto a quadrilha, na parte de fora, atirava contra os policiais militares que faziam a segurança na área externa da unidade. Um sargento da Polícia Militar (PM) foi atingido de raspão no braço e dois agentes penitenciários, agredidos.

‘Rogério Bocão’ é suspeito de ter sido o mentor do plano de resgate. Ele também é apontado como integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital, que teria financiado o plano do furto milionário ao BC. Natural de Boa Viagem, no Sertão cearense, ‘Bocão’ é primo do chefe da quadrilha, o assaltante Antônio Jussivan Alves dos Santos, o ‘Alemão’, que teria sido o responsável pelo comando da operação criminosa no Banco.

Aos 44 anos de idade, ‘Rogério Bocão’ está foragido. Ele integra a lista dos mais procurados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) e tem um mandado de prisão em aberto.

‘Alemão’

Líder do bando, ‘Alemão’ foi transferido para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná, por decisão da 1ª Vara de Execução Penal da Comarca de Fortaleza, no dia 23 de dezembro do ano passado, após tentar fugir da Penitenciária Francisco Hélio Viana de Araújo, em Pacatuba, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), em agosto de 2017.

Fonte: Diário do Nordeste
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