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sábado, 22 de junho de 2019

Após quadra chuvosa, Operação Carro-Pipa já atende 55 cidades

Vinte e dois dias após o fim da quadra chuvosa no sertão cearense, o Estado já contabiliza 55 municípios atendidos pela Operação Carro-Pipa, do Governo Federal. Até o momento, são 303 caminhões que garantem o abastecimento de água a uma população de aproximadamente 104 mil pessoas em áreas rurais. Para as próximas semanas, já há pedidos oriundos do interior para ampliar a frota contratada.

A Comissão Estadual de Defesa Civil que faz atendimento exclusivo às sedes urbanas, por enquanto, está em fase de reorganização, mas vai começar a realizar o serviço na cidade de Choró, no Sertão Central, com cinco veículos. Há outros pedidos para os núcleos urbanos de Mombaça, Monsenhor Tabosa e Pereiro.
Na maioria das cidades, as chuvas não foram suficientes para aumentar o nível dos açudes, e as cisternas que captaram água já secaram.

Em Tauá, na região dos Inhamuns, há 65 caminhões atendendo 624 comunidades e cerca de 25 mil moradores. "As chuvas foram reduzidas na maior parte do Município, e os açudes não tiveram recarga, por isso somos dependentes dos carros-pipas", explicou o coordenador da Comissão Municipal de Defesa Civil (Comdec), José Hilton de Souza. "Mal terminou a estação chuvosa e a situação já é de crise. Há necessidade para cadastrar mais carro, imagine daqui pra frente".

A cidade de Aracati é outra que tem necessidade da Operação Carro-Pipa. Dois veículos atendem parte da zona rural próxima à divisa com o Rio Grande do Norte. "Estamos aguardando para julho ou agosto mais um caminhão porque no sertão não há reservatórios e nem poços, sem outras fontes de água", esclareceu a coordenadora da Comdec, Gerlane Oliveira.

Em Crateús, até o momento, 18 caminhões-pipas atendem 214 localidades rurais. São cerca de 13 mil pessoas, ainda segundo dados da Comdec. "No sertão não temos água potável e todos os distritos precisam dos carros-pipas", pontuou o coordenador da Comissão, Antônio Raimundo da Silva.

No alto sertão cearense, Campos Sales e Salitre sofrem historicamente com a escassez de água nas localidades rurais. Mesmo no período chuvoso, há necessidade de permanência da Operação. "Infelizmente, nos últimos anos, as chuvas são poucas, e até que neste ano foi bom para lavoura em vários municípios, mas não fez água", observa o diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Salitre, Luís Silva. "No segundo semestre, no verão, a falta de água tende a aumentar", acrescenta.

Já em Monsenhor Tabosa, a preocupação é quanto à redução da frota. "Temos vagas pra quinze carros, mas a partir do próximo mês só serão dez e 50 comunidades ficarão desabastecidas", explicou Francisco Sérgio Monteiro Melo, coordenador da Comdec.

A cidade de Pereiro, no Vale do Jaguaribe, sofre há mais de cinco anos com a escassez de água. A Defesa Civil vai voltar a atender os moradores da sede urbana. Na zona rural, caminhões-pipas contratados pelo Exército já fazem a distribuição de água para as famílias. "Se não fosse essa água dos caminhões a gente não tinha como sobreviver", lamentou a moradora Francisca Marques, moradora do Sítio Serra.

Fonte: Diário do Nordeste
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