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sábado, 21 de setembro de 2019

Servidores são presos suspeitos de desviar e vender remédios do maior hospital de RR

Três servidores suspeitos de desviar e vender remédios do Hospital Geral de Roraima (HGR) foram presos na última quinta-feira (19) em Boa Vista na operação Pharmakon da Polícia Civil. Foram cumpridos nove mandados, sendo seis de busca e apreensão e três de prisão temporária.

De acordo com as investigações, o auxiliar de serviços de saúde F.G.M.S., a auxiliar de enfermagem M.A.S.F., e o técnico em enfermagem E.S.S subtraíam medicamentos de alto poder anestésico da farmácia da unidade para vender a terceiros.

Apenas as iniciais dos nomes foram divulgadas para não prejudicar o andamento das investigações que ainda devem levar mais 30 dias para serem concluídas. Mais pessoas podem estar envolvidas, conforme a polícia.

Os suspeitos, segundo as investigações, desviavam de 15 a 20 frascos de anestésicos quatro a cinco vezes por semana. Eles pegavam os remédios durante o horário de trabalho e vendiam do lado de fora da unidade. Quem comprava também eram servidores.

"O que eles faziam era retirar os remédios durante o período de trabalho, normalmente em plantões ou na parte da tarde e se encontravam com as pessoas que recebiam na parte externa do hospital", disse João Evangelista delegado responsável pelo caso e chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Administração (DRCPA).

Ainda não se sabe qual o montante de remédios desviado pelos envolvidos, mas a polícia diz que o esquema existia há pelo menos nove meses. A investigação começou em julho.

Os três presos devem responder por peculato e tráfico de drogas, porque os remédios que eles desviavam são de uso hospitalar e fora da unidade são equivalentes a drogas ilícitas. Eles estão afastados das funções e podem perder os cargos.

Nesta quinta, foram realizadas buscas em dois setores do HGR, maior hospital do estado, na sede da Rede Cidadania (unidade Cuidador de Idoso) no bairro Caranã, zona Oeste da capital, e em mais três endereços residenciais de servidores públicos da saúde.

De acordo com o delegado, as investigações começaram após uma servidora se envolver em um acidente de trânsito e serem encontrados com ela vários medicamentos de uso exclusivo do hospital.

"Agora a investigação passará para outro momento. Vamos aproveitar esses trinta dias da prisão temporária dos envolvidos para extrair os dados dos aparelhos celulares e fazer verificação da documentação arrecada", afirmou Evangelista.

Em grego, o nome da operação significa veneno ou remédio, “aquilo que tem o poder de transladar as impurezas”. A ação foi feita de forma integrada entre a DRCAP, Divisão Especial de Combate à Corrupção (Decor) e Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp).

O que diz a Sesau
Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) informou que assim que tomou conhecimento das irregularidades relacionadas ao desvio de medicamentos no HGR iniciou todos os procedimentos necessários para apurar a conduta dos suspeitos.

"Antes mesmo da execução da referida ação policial, a Sesau já havia feito a transferência de dois servidores para outras unidades, a fim de evitar a prática continuada do delito. Como um deles não se apresentou ao posto de trabalho até o presente momento, foi instaurado um Processo Administrativo Disciplinar por abandono de cargo, fato que deve ocorrer também com o outro investigado", comunicou.


Fonte: G1 Roraima
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