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segunda-feira, 27 de abril de 2020

Forças Armadas alteram processos para produção de máscaras de tecido

Para proteger militares e civis que atuam no enfrentamento à pandemia da COVID-19, as Forças Armadas se adaptaram para desempenhar uma nova tarefa. Em diversas localidades, Organizações da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira estão produzindo máscaras de tecido para serem distribuídas entre os públicos interno e externo.

Apenas o Comando Conjunto Sul produz 1,7 mil máscaras por dia. Ao todo, dez unidades do Exército, sediadas no Paraná e no Rio Grande do Sul, estão trabalhando na manufatura do equipamento de produção individual descartável. Da FAB, as Alas 3 e 4, sediadas no Rio Grande do Sul, em Canoas e em Santa Maria, respectivamente, também participam da produção. A Marinha emprega o 5º Distrito Naval, em Rio Grande, no mesmo Estado. Ao todo 136 militares atuam na tarefa.

Na Região Sudeste, uma parceria entre o Comando Conjunto Leste e o Serviço Social do Comércio (SESC-RJ) possibilita a produção de máscaras descartáveis no Rio de Janeiro (RJ). Com o material disponibilizado pelo SESC, militares da Brigada de Infantaria Paraquedista do da Força Terrestre atingiram a produção de 400 máscaras diárias. O efetivo empregado na atividade é o responsável pela manutenção de paraquedas no Batalhão de Dobragem, Manutenção de Paraquedas e Suprimentos pelo Ar (DOMPSA). Além das máscaras, a Brigada também participou de campanha de arrecadação de alimentos.

Ainda no Rio, militares da Companhia de Comando da 4ª Região Militar distribuíram matéria-prima para a confecção de máscaras em confecções, oficinas, facções e por costureiras independentes do projeto “Um Milhão de Máscaras”.

O Comando Conjunto Sudeste, que atua no Estado de São Paulo, também está produzindo máscaras de tecido e TNT para uso dos militares que atuam durante a Operação COVID-19. Ao todo, 50 militares de três unidades em Campinas (SP) e Barueri (SP) mantêm produção de 1.480 unidades diárias. Um deles, o 22º Batalhão Logístico Leve Aeromóvel, adaptou seus maquinários de capotaria e correaria e treinou seu pessoal para confeccionar máscaras.

No âmbito do Comando Conjunto Planalto, o 16º Batalhão Logístico (16º B Log) está mobilizado na produção de máscaras de proteção individual em tecido e reutilizáveis. São empregados na atividade os militares da oficina de capotaria da Companhia Logística de Manutenção. Depois de produzidas, as máscaras são higienizadas, embaladas e distribuídas em apoio à tropa. Confeccionadas em tecido tricoline, as máscaras podem ser lavadas e reutilizadas. Usadas de forma correta, ajudam na proteção, principalmente dos militares que mantém contato com o público.

No Recife (PE), o Comando Conjunto no Nordeste, através do Parque Regional de Manutenção/7, iniciou a produção de máscaras descartáveis em TNT. A Seção de Correaria montou uma linha de produção de máscaras descartáveis com uma produção inicial de 200. Uma das etapas mais importante do processo é a desinfecção das máscaras, sendo a produção submetida à temperatura de 100 º C por um período de 1 (uma) hora em estufa, evitando que lotes de máscaras cheguem contaminados ao usuário.

O Comando Conjunto Rio Grande do Norte e Paraíba, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Rio Grande do Norte (SENAI-RN), realiza oficinas de costura para a produção de máscaras de tecido. A ação se dá na sede do Departamento Regional do Abrigo do Marinheiro em Natal (RN), com máquinas de costura adquiriras para o Projeto “IntegrAção”. As máscaras de tecido estão sendo utilizadas pelas tripulações das organizações militares e Família Naval, e a produção já envolve 15 militares, que confeccionam 295 unidades do equipamento diariamente.

No Comando Conjunto da Bahia, o Grupamento de Fuzileiros Navais de Salvador e a 6ª Região Militar também estão empenhados na produção de máscaras.

Pelo Comando Conjunto Amazônia, a produção de máscaras é desempenhada pelo Parque Regional de Manutenção/12, sediado em Manaus (AM). Um efetivo de 17 militares já atingiu a capacidade de fabricação diária de 200 artigos - todos destinados a doações para o público externo.

Operação COVID-19
O Ministério da Defesa ativou, em 20 de março, o Centro de Operações Conjuntas, para atuar na coordenação e no planejamento do emprego das Forças Armadas no combate à COVID-19. Nesse contexto, foram ativados dez Comandos Conjuntos, que cobrem todo o território nacional, além do Comando Aeroespacial (COMAE), de funcionamento permanente. A iniciativa integra o esforço do governo federal no enfrentamento à pandemia que recebeu o nome de Operação COVID-19.

As demandas recebidas pelo Ministério da Defesa, de apoio a órgãos estaduais, municipais e outros, são analisadas e direcionadas aos Comandos Conjuntos para avaliarem a possibilidade de atendimento. De acordo com a complexidade da solicitação, podem ser encaminhadas ao Gabinete de Crise, que determina a melhor forma de atendimento.

Fotos: Exército Brasileiro e Marinha do Brasil
Fonte: defesa.gov.br
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