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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Operação do MP e Polícia Civil prende prefeito de Pedra Branca

O prefeito de Pedra Branca, Antônio Gois Monteiro Mendes, foi preso na manhã desta terça-feira (22), em operação do Ministério Público e da Polícia Civil. A operação visa combater fraudes em licitações.

Além do prefeito, outras seis pessoas foram detidas: Francisco Pontes Pereira, coordenador de projetos sociais; Paulo José Martins de Lima, engenheiro civil; Marcilio Alcantara da Silva, secretário do meio ambiente; Edmilson Mendes Viana, ex-secretário de educação; Francisco Wiron Holanda Cavalcante, ex-vereador e comerciante e; Antonia Selma Bezerra da Silva, conselheira tutelar.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Pedra Branca, na manhã desta terça-feira por telefone, mas as ligações não foram atendidas.

Apreensão de documentos e celulares

O Ministério Público cumpre ainda oito mandados de busca e apreensão domiciliar, inclusive na sede da prefeitura do município, tendo feito a apreensão de documentos e aparelhos celulares que serão importantes para o seguimento das investigações. Os mandados de prisão, busca e apreensão foram expedidos pelo juiz Luís Gustavo Montezuma Herbster, respondendo pela Comarca de Pedra Branca.

Após cumpridas todas as formalidades legais, os gestores foram encaminhados ao Code e Decap, no município de Fortaleza onde ficarão à disposição do Poder Judiciário.

Equipes da Polícia Civil dão apoio à operação organizada pelo Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (GAECO), do MPCE. A operação conta ainda com apoio das equipes da Polícia Civil de Mombaça, Senador Pompeu, Quixadá, Quixeramobim, Solonópole e duas equipes do Departamento de Polícia do Interior (DPI) Sul. 

Fonte: Diário do Nordeste

Oito policiais afastados por tiroteio em Milagres com seis reféns mortos retornam às funções

A comissão que investiga morte de reféns na tentativa de assalto a banco na cidade de Milagres conclui que oito dos 12 policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) envolvidos na ação não tiveram participação direta no confronto. Os oito agentes retornaram às atividades normais, informou a Secretaria de Segurança Pública do Ceará nesta segunda-feira (21). Os outros quatro policiais permanecem afastados até a conclusão da investigação.

O grupo foi retirado das funções em 10 de dezembro de 2018. Os policiais participaram de operação para impedir que suspeitos atacassem duas agências bancárias em Milagres, na madrugada do dia 7 de dezembro. Ao todo, 14 pessoas morreram. Seis delas eram reféns, sendo cinco de uma mesma família. Os demais eram assaltantes.

“O trabalho concluiu que eles não atuaram diretamente no confronto com suspeitos, que resultou na morte de reféns”, informou a secretaria.

A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) investiga a responsabilidade dos agentes de segurança nas mortes. O Ministério Público do Ceará (MPCE) acompanha e fiscaliza as investigações.

Além de oito suspeitos mortos no tiroteio com os policiais, outros oito foram presos.

'Vocês mataram minha irmã'

Na época, uma refém que sobreviveu ao tiroteio informou que os tiros que mataram os suspeitos e os familiares partiram dos policiais.

"Fiquei com a minha filha dentro do carro já morrendo, com o sangue fervendo na goela, e eu pedindo socorro, gritando, mas não apareceu ninguém. Quando meu menino se deitou no chão que a polícia começou a chegar nele, ele disse 'Vocês mataram minha irmã!' E o policial fez assim", disse agricultora Maria Larilda Rodrigues, replicando o gesto do agente de segurança com as mãos na cabeça.

Fonte: G1 CE

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Padre Lindolfo Lindomar é empossado novo pároco na Paróquia Nossa Senhora da Saúde em Penaforte-CE

A Paróquia de Nossa Senhora da Saúde, ganhou um novo pároco no último domingo (20). Padre Lindolfo Lindomar Ferreira da Cunha foi empossado na Matriz, pela manhã, na missa das 9h.
O rito de posse foi celebrado pelo Padre José Vicente Pinto de Alencar Silva representando o bispo Dom Gilberto Pastana da Diocese de Crato e concelebrada pelos padres,  Chagas, Antônio Luís e Padre José Sampaio.

No início da celebração, o Padre José Vicente saudou o Padre Lindolfo Lindomar, além dos demais sacerdotes e a comunidade paroquial. Ele pediu aos fiéis que auxiliem e ajudem o novo Pároco na caminhada da evangelização. Na sequência, foi lida pelo Diácono Dernivaldo Oliveira, a nomeação de posse do Padre Lindolfo Lindomar, que renovou sua profissão de fé diante da comunidade.

Após a homilia, Padre José Vicente fez a entrega das chaves  do sacrário,  e da estola ao novo Pároco.

Antes da bênção final, o Padre Lindolfo Lindomar agradeceu a presença dos familiares, dos outros Padres que se deslocaram de suas paróquias para a sua posse, da comunidade e das caravanas de Juazeiro do Norte, Crato e Barro que compareceram, encerrando pedindo orações aos fiéis.

O Padre Lindolfo Lindomar foi saudado na nova paroquias pelo Seminarista  Luciano e pelo Diácono Dernival Oliveira que desejaram um bom trabalho frete a paróquia e foram unanimes em afirmar que a comunidade católica de Penaforte é uma comunidade que gosta muito de trabalhar em parceria com a igreja na evangelização.




Fotos: (PASCOM)  Paróquia Nossa Senhora da Saúde

Suplente de vereadora é presa suspeita de homicídios

Uma mulher identificada como Maria Elisângela dos Santos, de 31 anos, foi presa no último sábado (19), na cidade de Viçosa do Ceará, na Serra da Ibiapaba. Ela é suplente de vereadora e suspeita de envolvimento em dois homicídios ocorridos em 2018.

Um homem identificado como Gerson de Oliveira Lima, também foi preso com a suplente de vereadora, em uma operação conjunta da Polícia Civil e Militar.

De acordo com a Polícia, as investigações apontam que a dupla deu apoio logístico para crimes ligados ao tráfico de drogas e a rivalidade entre organizações criminosas no município.

Maria Elisângela se candidatou ao cargo de vereadora nas eleições de 2016, e usava o nome de “Irmã Elisângela”, na campanha eleitoral. Ele obteve 269 votos, não foi eleita, mas conseguiu uma vaga de suplente de vereadora.

Fonte: Cnews

Estudos mostram que mais armas aumentam violência contra a mulher, diz Defensoria

A Lei Maria da Penha prevê como medida protetiva de urgência, em seu artigo 22, a suspensão da posse e do porte de arma de agressores que cometeram violência doméstica e familiar. Diante do decreto do governo Bolsonaro, que facilita a posse de armas, a Defensoria Pública de São Paulo, por meio do seu Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres, formulou um modelo de solicitação dessa medida protetiva, distribuído a todos os defensores públicos, para que façam uso quando necessário.

A flexibilização da posse de armas era uma promessa de campanha de Bolsonaro. Na última terça-feira, 15, ele assinou o decreto que facilita o acesso a armamentos. 

A Defensoria Pública tem atuação destacada em Juizados de Violência Doméstica, onde promove a representação e defesa de mulheres vítimas nos processos onde há julgamento de acusações criminais e aplicação de medidas protetivas.

A defensora pública Paula Sant’Anna Machado de Souza, coordenadora do Núcleo, cita estudos que mostram que quando ocorre o aumento de acesso a armas, as mulheres acabam sofrendo mais violência.

"Lembremos que o Brasil é o quinto país que mais mata mulheres no mundo, de acordo com números da Organização Mundial da Saúde" disse.

Paula Sant’Anna alerta ainda que, de acordo com o Mapa da Violência 2015: homicídio de mulheres no Brasil, houve um aumento da violência contra a mulher nos últimos anos. A arma de fogo foi o meio mais usado nos 4.762 homicídios de brasileiras registrados em 2013.

No Estado de São Paulo, o número de feminicídios subiu 26,6% em 2018, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública.

Fonte: Diário de Pernambuco

No Cedro, família mantém tradição secular da arte dos ferreiros

No final do século XIX, por volta de 1890, o mestre ferreiro, Vítor Correia Lima, chegou à localidade de Lajedo, zona rural de Cedro. Vinha com a família de Juazeiro do Norte. Instalou a primeira oficina com forno a carvão, fole e bigorna (peça de aço onde a ferramenta aquecida é moldada sobre pancadas intensas de marretas).

Quase 130 anos se passaram e a arte de forjar o ferro e produzir ferramentas agrícolas permanece viva entre seus descendentes. O patriarca da família aprendeu a arte com ferreiros artesãos que já moravam e trabalhavam na terra que teria como maior liderança religiosa e política na primeira metade do século XX, o Padre Cícero Romão Batista.

Netos e bisnetos dão continuidade diariamente ao ofício de ferreiro. A qualidade e o acabamento das peças tornaram-se referência no Ceará. Se tem a marca Víctor, é sinônimo de resistência.

A família ficou conhecida pelo prenome do ferreiro pioneiro - Vítor. O nome do patriarca transformou-se em sobrenome familiar e adquiriu a consoante 'c' - Víctor. Mas por aqui só se fala 'Vitor', com tonicidade fechada na última sílaba. Assim, são conhecidos popularmente na região como 'Chico Vitor', 'Zé Vitor'.

Vinícius Víctor começou aprendiz e se tornou um jovem ferreiro, dando continuidade à tradição familiar. Aprendeu com o pai e tios. Francisco Víctor Lima, mestre ferreiro, lembra que, no passado, era difícil trabalhar, mas depois da chegada da energia elétrica tudo ficou mais fácil. Observa, entretanto, que nem todos da família levam jeito para desenvolver o ofício.

Tradição

O trabalho começa bem cedo, por volta das 5 horas. Quem caminha nas ruas de terra, na localidade de Lajedo, ouve constantemente a batida dos ferros na bigorna. É o sinal de que as oficinas estão ativas, apesar das dificuldades. "Com esses anos todos de seca, as encomendas diminuíram", observa, Francisco Víctor de Lima, 66 anos, o Chiquinho. "Estou esperando que chova logo para a gente começar a vender roçadeira e outras ferramentas", completa.

Um dos ferreiros mais antigos, Francisco Víctor de Lima, 76 anos, conhecido como Netinho, recebeu o reconhecimento do Governo do Estado e o título de Mestre da Cultura, em 2010, por produzir, preservar e transmitir a cultura popular da arte de transformar, de forma artesanal, o aço em ferramentas de uso agrícola, na construção civil e em outras atividades produtivas.

As oficinas fabricam foice, roçadeira, chibanca, machado, marretas, martelo, picareta, armador, peças para máquinas, forrageira, debulhador de milho e lâminas de corte de terra. "Já fiz muitas coisas e sempre adorei. Foi com essa profissão de ferreiro que criei minha família e nunca faltou trabalho", pontua mestre Francisco.

Em média cada ferreiro fabrica 15 peças por dia. O preço varia segundo tamanho e o tipo de ferramenta entre R$ 15,00 e R$ 30,00. Netinho sempre foi reconhecido entre os parentes como 'o mestre dos mestres ferreiros' por sua capacidade de produzir peças e equipamentos diversos. "Aprendi com meu pai", confessa o especialista.

A tradição se mantém com os bisnetos de Vítor Lima, mas com o passar do tempo houve redução no número de oficinas e de artífices. Alguns, fora do núcleo familiar, chegaram, aprenderam a arte e abriram seus próprios negócios.

Os três filhos de José Víctor Sobrinho - Francisco Denys, Júnior e Paulo deram continuidade à profissão do pai, que se enche de orgulho de ter vencido as dificuldades e de ter criado a família.

Mudanças

No passado, as oficinas se limitavam a ter o forno a carvão, fole e a bigorna, além das marretas para moldar as peças de ferro e um esmeril rudimentar e manual. Os ferreiros trabalhavam com muita dificuldade. Para soldar uma peça, era preciso conhecer a arte de caldear, usar fogo, areia e aditivo para emendar partes da peça, como em um machado, e ter a habilidade de não ficar marcas da junção.

Hoje as oficinas estão mais modernas, com energia elétrica e outras máquinas de solda, corte, furadeiras e esmeril. O que não mudou é que cada oficina continua basicamente com dois operários: o ajudante e o mestre ferreiro.

Fonte: Diário do Nordeste

domingo, 20 de janeiro de 2019

Homem com transtorno mental invade paróquia de Fortaleza durante missa e quebra copo do altar

Um homem invadiu a Paróquia Cristo Rei e quebrou um copo do altar na manhã deste domingo (20) durante a celebração de uma missa.

O coordenador da catequese da igreja, Rubens Ubiratan, afirmou que familiares do homem informaram, na delegacia para onde o invasor foi levado, que ele sofre de esquizofrenia e não toma remédios há algum tempo.

O homem se dirigiu ao altar, derrubou objetos de metal e o copo, que quebrou com a queda. Em seguida, ele foi levado pelo corredor central para fora do templo e levado pela polícia à delegacia responsável pela área.

"Ele gritou que Deus não existe, que isso era mentira", afirmou Ubiratan. Ainda segundo o coordenador, o homem dizia que queria morrer. O invasor não é frequentador da igreja nem conhecido da comunidade.

Ninguém se feriu durante o ocorrido. Mas, de acordo com Rubens, senhoras passaram mal e crianças ficaram assustadas.

Também de acordo com Rubens, a polícia informou que o homem se envolveu em outra ocorrência também na manhã deste domingo.

A Paróquia emitiu uma nota para esclarer o incidente. "Foi um ocorrido pontual e um ato isolado de alguém que sofre uma crise esquizofrênica, tudo está sobre controle, ou seja, não tem relação nenhuma com os últimos acontecimentos de violência, lastimáveis, em nossa cidade tão bela", diz a mensagem.

Fonte: G1 CE

sábado, 19 de janeiro de 2019

Cabeleireira entra em pânico após vaca invadir salão em Brejo Santo

Uma vaca entrou em um salão de beleza do município de Brejo Santo na manhã desta sexta-feira, dia 18. Por volta das 8h30min o animal passou por uma das entradas do salão e começou a quebrar os objetos, como relatou a proprietária do Studio Tônia Silva. 

Ela disse que estava preparando um aplique quando notou a presença da vaca. “Comecei a gritar em pânico e pulei por cima dela e parei já na calçada. Não sei como foi isso. Estava muito assustada”, revela.

A vaca entrou por uma porta que é o acesso entre a casa e o salão. As duas portas estavam abertas. Tônia explicou ainda que foi necessário chamar uma pessoa para retirar a porta de vidro, acesso principal, para que a vaca saísse.

Fonte: Site Miséria

Conheça as cearenses que tiraram nota mil na redação do Enem

As estudantes Marília Oliveira, de 19 anos, e Lívia Taumaturgo, 18, alcançaram nota máxima na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Como receita para o bom desempenho, as cearenses apontaram a dedicação, foco e bastante leitura. 
Pelo segundo ano consecutivo, Marília conseguiu tirar mil na disciplina. Ela concluiu o ensino médio no Colégio Luíza Távora, no bairro Conjunto Ceará. "Fiquei bastante feliz. Você tirar (nota máxima) uma vez a probabilidade é pouca, imagina duas vezes", contou a jovem, acrescentando que tinha uma intensa rotina de estudos.

Ela já havia sido aprovada no curso de História da Universidade Estadual do Ceará (Uece). No entanto, seu grande sonho é ser aprovada em Direito. "Desde o meu primeiro ano do ensino médio, sempre me identifiquei bastante com o curso", ressalta a discente.

Como preparação para a prova, a estudante, que concluiu o ensino médio em 2016, estudou dois anos no pré-vestibular do Tiradentes. Como dicas para quem deseja tirar uma boa nota na redação, ela diz que é necessário ler muito, compreender a estrutura do texto dissertativo argumentativo e expandir os horizontes.
Já Lívia Taumaturgo confessou ficar bem surpresa. "Não esperava tirar essa nota, visto que o tema foi considerado, pela maioria das pessoas, bem complexo". A estudante concluiu o ensino médio em 2017, no Colégio Ari de Sá Cavalcante. Ela disse que, desde criança, sonha cursar Medicina. Sua tia, que é médica, serve como inspiração para a jovem.

Lívia contou que, por dia, estudava cerca de cinco horas. Por semana, ela dedicava aproximadamente cinco horas para a redação. "Buscava sempre estudar sobre os temas antes de desenvolver cada texto, também procurava prestar bastante atenção", completa a jovem.
Além disso, a estudante ressalta que foi importante utilizar fontes de informação extra como jornais, notícias, leis e citações. A discente diz que é necessário muita disciplina, traçar metas e cumpri-las durante o ano, para que seja possível tirar uma boa nota.

“É de suma importância a manutenção da calma na hora da prova, pois manter o psicológico estável é imprescindível. Se você estudar, independentemente de qual for o tema da redação, conseguirá escrever um excelente texto”, aponta a jovem como dicas para obter um bom desempenho.

Fonte: Opovo Online

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Município onde circulam duas listas da morte não tem perícia do Instituto de Criminalística

O promotor Gustavo Dias, da Comarca de Chã Grande, município da Zona da Mata onde circulam duas listas com nomes de pessoas marcadas para morrer, disse, nesta manhã, que a localidade não dispõe de perícia do Instituto de Criminalística (IC) em local de crime e nem sequer de remoção dos corpos por parte do Instituto de Medicina Legal (IML). Diante da falta de perícias e diligências, o promotor afirmou que está devolvendo alguns dos inquéritos de homicídios para que as mesmas sejam providenciadas.

"Em muitos casos, sinto falta de diligências que podem ser adotadas e perícias que devem ser realizadas. Por isso estou devolvendo os inquéritos para que sejam providenciadas", disse Dias. A remoção dos corpos, segundo ele, tem sido feita por casas funerárias após liberação dos corpos pela Polícia Civil.

Nesta manhã, o promotor reuniu-se com o delegado João Gaspar, que responde interinamente pelo município, para definir ações conjuntas entre os dois órgãos e assim solucionar os recentes homicídios na região. Ele descartou, no entanto, a ação de um grupo de extermínio. “É importante dizer que os homicídios entre si não estão todos relacionados. Alguns casos foram esclarecidos e as autorias identificadas são distintas e não se relacionam, inclusive a motivação dos delitos. O ponto em comum é que as pessoas cujos nomes estão na lista são envolvidas com a criminalidade”, disse o promotor.

Ainda segundo Dias, a última lista foi feita por uma pessoa que teve seu nome divulgado na primeira. “Por vingança, a pessoa quis entregar outros criminosos fazendo a segunda lista”, acrescentou o promotor.

Dias chamou a atenção para a situação do pouco efetivo do município. “O estado precisa olhar com cuidado essa questão porque o número de agentes da Civil e PMs é insuficiente para a demanda, o que acaba prejudicando a repressão ao crime e as investigações”, pontuou. Segundo o delegado João Gaspar, a Delegacia de Chã Grande dispõe de cinco agentes, sendo quatro para a permanência e apenas um para investigar.

As listas da morte começaram a circular em 2016, de forma inusitada, quando a primeira delas foi colada na parede do cemitério da cidade. No ano passado, em março, uma nova lista foi divulgada, dessa vez em uma escola pública abandonada no centro do município. Ambas foram recolhidas pela polícia.

O assunto voltou à tona porque um jovem com 17 anos citado na segunda lista, José Moisés Avelino, foi assassinado na tarde do último sábado por homens que ocupavam um carro branco. Na semana passada, outra pessoa da mesma lista, um homem com 18 anos, também foi baleado no pescoço e no ombro, mas sobreviveu e foi atendido no Hospital da Restauração (HR). Momentos antes do atentado, ele conversava com Moisés em uma área descampada próxima ao centro da cidade. 

O autor da segunda lista já foi identificado e oito pessoas das duas listas já foram assassinadas, inclusive esse tal autor, de acordo com o MPPE. “Quando a lista foi divulgada, havia três nomes de pessoas que já tinham sido assassinadas. Algumas morreram fora de Chã Grande, uma delas em envolvimento em um assalto, outras foram embora da cidade e duas estão presas”, informou Dias.

A segunda lista tem ao todo 14 nomes ou apelidos escritos a mão, com caneta, além das frases: “Vai tudo morar com o satanás” e “Ainda vem mais outra lista”. Ao lado dos nomes também foram desenhadas cruzes. A primeira lista traz 19 nomes, também escritos à mão, o número 666 – conhecido como o número da besta - e a frase: “O cão tá (sic) esperando. Vai tudinho pro (sic) inferno”.

Um áudio que circula pelo Whats App entre a população de Chã Grande desde o ano passado traz uma gravação com uma voz masculina descrevendo ameaças contra as pessoas da lista. “Tô (sic) voltando. Agora eu quero a raça safada de Lajedo Grande. Quero pegar aquela raça safada que tá (sic) fazendo mal ao povo”, diz a voz anônima em um dos trechos da gravação. Em seguida é ouvida uma risada e sons de tiros.

Confira a resposta da Secretaria de Defesa Social na íntegra:  
"A SDS informa que a Polícia Científica de Pernambuco tem descentralizado suas unidades, fortalecendo as perícias criminais por todo o Estado. Além das unidades já existentes no Recife, em Caruaru e Petrolina, em 2018 foram inauguradas as regionais de Nazaré da Mata, Garanhuns, Arcoverde, Ouricuri e Afogados da Ingazeira. A próxima a ser inaugurada, ainda neste 1º semestre de 2019, é a de Palmares, na Mata Sul, que cobre 25 municípios da região, entre eles Chã Grande. 

Entre os serviços oferecidos pelos Complexos Regionais de Polícia Científica estão as perícias em locais de crime, balística, identificação de fraudes em veículos, laboratório de drogas e informática forenses, que ajudam a conferir mais agilidade e qualidade às investigações criminais. O IML, por sua vez, fará exames em vivos, a exemplo do traumatológico e do sexológico. O IITB oferecerá os serviços de emissão de carteiras de identidade, identificação criminal e necropapiloscopia.

Ao todo, o Complexo de Polícia Científica de Palmares vai atender os moradores de Amaraji, Chã de Alegria, Escada, Glória do Goitá, Pombos, Primavera, Vitória de Santo Antão, Chã Grande, Gravatá, Água preta, Barreiros, Belém de Maria, Catende, Cortês, Gameleira, Jaqueira, Joaquim Nabuco, Maraial, Palmares, Quipapá, Ribeirão, Rio formoso, São Benedito do Sul, São José da Coroa Grande e Sirinhaém.

Importante ressaltar que os casos de CVLI em Chã Grande cairam 40%, saindo de 10 ocorrências em 2017 para 6 casos em 2018". 

Fonte:  Diário de Pernambuco

Morte da Beata Maria de Araújo completa 105 anos

Após 20 anos enclausurada numa casa, Maria Magdalena do Espírito Santo de Araújo, a beata Maria de Araújo, morreu no dia 17 de janeiro de 1914, em Juazeiro do Norte. Exatos 105 anos depois, ninguém sabe onde estão seus restos mortais, desde que seu túmulo foi violado e destruído na Capela do Perpétuo Socorro, em 1930. Responsável pelo início das romarias, sua reclusão foi imposição da Igreja Católica para que a mulher e seus supostos milagres fossem esquecidos. Foi nela que a hóstia virou sangue, depois de comungada pelo Padre Cícero, no popular "Milagre de Juazeiro". Os panos manchados foram os primeiros objetos de adoração.

Uma praça em frente a Basílica de Nossa Senhora das Dores com um busto erguido é um dos poucos lugares que carrega o nome da beata Maria de Araújo, em Juazeiro do Norte. Além disso, a mulher está presente no nome de uma rua, no bairro João Cabral, como estátua no Museu Vivo do Padre Cícero, no Horto, no vitral e em um jazigo vazio, na Capela do Socorro. Ao contrário do "Padrinho", que tem estátuas de gesso, madeira e até de borracha, por todos os lados, sendo comercializadas, a protagonista do milagre sequer é reconhecida pelos romeiros.

Tudo isso é muito pouco para quem pode ter sido responsável pelo início do fenômeno das peregrinações e, consequentemente, do crescimento e desenvolvimento da cidade de cerca de 270 mil habitantes. "Não foi suficiente sumir com a memória", resume a historiadora Edianne Nobre para explicar o episódio do roubo dos restos mortais de Maria de Araújo. "É simbólico", completa. Após sua morte, muitas pessoas ainda visitavam o túmulo da Beata deixando flores e pedindo graças.

Para Edianne, que pesquisou durante 12 anos a vida de Maria de Araújo, o Padre Cícero não "invisibilizou" a beata, mas foi toda uma estratégia da Igreja para que o episódio fosse esquecido. No fim do século XIX, o catolicismo perdia muitos fiéis para o protestantismo e foi necessário aumentar seus representantes oficiais. "A Igreja não está disponível para assumir um novo culto popular. Foi o próprio contexto histórico", acredita. Outras mulheres, em várias partes do mundo e de classe social diferente, também foram condenadas pelo Vaticano por seus milagres. Deveriam existir, apenas, as romarias oficiais.

A Beata transformou a hóstia em sangue, pela primeira vez, em 1886. No entanto, já havia manifestado estigmas, tinha visões, realizava profecias e viajava em espírito para salvar as almas do purgatório. Muitos destes milagres foram creditados pela oralidade popular ao Padre Cícero. Até 1889, ela chegou a transformar o "Corpo de Cristo" em sangue por, pelo menos, 82 vezes. Cinco anos depois, após vários padres analisarem seu caso, ela foi condenada à reclusão em 1894. Seu nome sequer podia ser mencionado.

Nem ela, nem o próprio Padre Cícero admitiram que os fenômenos foram "embustes" como a Igreja exigia. O sacerdote teve suas ordens suspensas e sua reconciliação com o Vaticano só aconteceu há três anos, após carta escrita pelo Papa Francisco. Quanto a Maria de Araújo, ela nunca voltou a ser objeto de culto popular. Os próprios romeiros a confundem com a Beata Mocinha, que trabalhava como governanta na casa do "padrinho". "Não há possibilidade de ela se tornar santa", admite a historiadora Edianne Nobre.

Fonte: Diário do Nordeste

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Por que não se deve atear fogo em lixões?

Ultimamente, o lixão de Barbalha vem sendo alvo constante de reclamações da população por conta da queima dos resíduos sólidos no local, que forma uma nuvem de fumaça preta, invadindo a cidade. Já o lixão de Juazeiro do Norte também foi alvo de reclamação de moradores no ano passado.

No caso de Barbalha, o lixão não respeita a distância mínima de 2.000 metros da cidade e 20 metros da faixa da rodovia, estando a apenas 630 metros da primeira residência do município.

A queima do lixo causa graves problemas à saúde humana, ao meio ambiente e à camada de ozônio. A “fumaça preta”, na realidade, não é uma fumaça, e sim uma concentração muito tóxica de vários gases, segundo o químico industrial Antônio Sávio Aires. Entre esses gases está o temido dióxido de carbono, o CO2.

Das substâncias liberadas, algumas são altamente cancerígenas, segundo Sávio Aires, e se acumulam na cadeia alimentar (quando comemos alguma planta ou animal contaminado, também nos contaminamos) e no organismo humano e podem, futuramente, gerar várias tipos de câncer, como o de pele, tireóide, fígado e pâncreas.

O químico industrial aponta que a queima dos resíduos só deve ser realizada em equipamentos específicos, que trabalhem em temperaturas que variam de 800°C e 1.200°C e legalizados pelos órgãos ambientais, de acordo com a Resolução do CONAMA nº 316/2002.

O Portal Badalo entrou em contato com o Secretário de Infraestrutura de Barbalha, Roberto Wagner, que afirmou que as queimadas acontecem esporadicamente, de forma espontânea ou criminosa, e que para evitá-las é feito, mensalmente, um recobrimento do lixo com material argiloso. Ainda segundo ele, em dois meses será instalada uma Usina de Beneficiamento de Resíduos Sólidos, que irá transformar o lixo em combustível e fertilizantes agrícolas. Conforme a Prefeitura Municipal, a usina acabará com o lixão e a ideia de um aterro, e tem investimento de R$ 32 milhões para construção.

Até o fechamento da matéria, a Prefeitura de Juazeiro do Norte não se pronunciou.



Antônio Sávio Aires Furtado – Químico Industrial
CRQ 10.200.152 – 10ª Região

Fonte: Site Badalo

 
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